A segunda proposta de delação premiada de um empresário colocou o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, e integrantes do PT da Bahia no centro das acusações. O ex-dono do Banco Master afirmou ter realizado um pagamento de US$ 30 milhões ao senador e relatou supostos benefícios do banco durante os governos petistas no estado.
Segundo o depoimento apresentado à Polícia Federal, o empresário declarou que US$ 30 milhões foram depositados em conta no exterior em favor de Alcolumbre. O relato sustenta que o repasse ocorreu em razão do apoio do parlamentar a interesses do Banco Master, operação que teria contado com a participação de um ex-sócio do banqueiro.
O empresário também detalhou a relação do Banco Master com governos do PT na Bahia. A aproximação teria começado em 2007, durante a gestão de Jaques Wagner, por meio de operações ligadas ao programa CredCesta. O relato mencionou que medidas do governo baiano ampliaram a presença do Master no mercado de crédito consignado do estado.
A Polícia Federal rejeitou o acordo de delação na noite de quinta-feira, 11. Os investigadores informaram que o material não apresentou avanços relevantes para as apurações nem trouxe provas capazes de corroborar os relatos. Apesar da rejeição, as declarações expandem a lista de autoridades mencionadas nas investigações do caso Master.

