O presidente da CBF, Samir Xaud, enfrenta denúncias de uso de dinheiro da entidade para bancar a viagem de acompanhantes aos Estados Unidos. A informação surgiu em grupo de dirigentes estaduais que acompanha a seleção brasileira na Copa do Mundo, gerando debate sobre a gestão da confederação.
A controvérsia surgiu após a divulgação de que o presidente da CBF teria custeado a estada de mulheres com quem teria relação, utilizando recursos da entidade. A CBF, ao ser procurada, declarou que as despesas da organização são vinculadas a atividades institucionais e que gastos particulares dos dirigentes são de responsabilidade individual.
O grupo de dirigentes, que se encontra em Orlando, na Flórida, tem passagens, hospedagens e diárias bancadas pela confederação para um acompanhante. Fontes indicam que há preocupação com a repercussão pública da denúncia, enquanto alguns membros da cúpula sugerem que a disputa pode ser um “fogo amigo” para enfraquecer o presidente.
O poder na CBF é compartilhado entre os dirigentes de federações e um grupo ligado ao Instituto Brasileiro de Ensino (IDP), instituição que possui o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes como sócio. O ministro e seu filho, Francisco Mendes, são apontados como figuras de influência na organização.

