A desaprovação à participação da primeira-dama do governo Lula caiu para 52% entre os brasileiros que a conhecem, segundo pesquisa PoderData. A taxa recuou nove pontos percentuais desde setembro de 2025, quando atingiu 61%, mas ainda representa mais da metade dos eleitores que a reconhecem.
O levantamento, realizado entre 30 de maio e 1º de junho de 2026, com 2.500 entrevistas, mostra que 31% dos entrevistados aprovam a atuação da primeira-dama no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A primeira-dama tem se tornado mais conhecida no país; em setembro de 2022, 63% dos brasileiros a conheciam, enquanto atualmente esse número é de 87%.
A atuação da primeira-dama é alvo de críticas da oposição, principalmente por ela não ocupar cargo oficial. Durante o mandato, ela participou de compromissos oficiais no Brasil e no exterior, tendo permanecido mais de 170 dias fora do país entre janeiro de 2023 e abril de 2026, realizando mais de 36 viagens internacionais.
Os custos dessas viagens e questionamentos sobre a transparência das despesas influenciam a avaliação dos eleitores. Embora a melhora na desaprovação seja vista como positiva pelo Planalto, o fato de mais da metade dos eleitores ainda desaprovar sua atuação indica que ela pode ser um ponto de desgaste para o governo na disputa de 2026.


