Uma revisão paleontológica confirmou que o Praearcturus gigas, um artrópode do período Devoniano, é um dos maiores escorpiões registrados. Os fósseis, encontrados na Grã-Bretanha, indicam que o animal tinha 23 centímetros de comprimento e possuía garras de até 16 centímetros.
A análise, publicada na revista Palaeontology, aponta que a espécie habitou a Terra há cerca de 412 milhões de anos. Embora o comprimento total exato seja difícil de determinar devido à natureza fragmentada dos fósseis, o estudo confirma que o P. gigas era um gigante comparado ao escorpião atual, que possui garras de apenas 3,7 centímetros.
O estudo sistemático determinou que o animal possuía características morfológicas, como epímeros laterais, que sugerem um modo de vida aquático ou anfíbio em sistemas fluviais. A pesquisa também estabeleceu que outras espécies, como o Brontoscorpio anglicus, são sinônimos do P. gigas.
Como predador de topo, o escorpião gigante ocupava nichos ecológicos em ecossistemas terrestres em estágio inicial, antes da diversificação de grandes vertebrados. Os dados reforçam a predominância dos escorpiões em relação a outros aracnídeos nos primórdios da vida.


