O Rio Grande do Sul registrou taxa de desemprego de 4,0% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice mantém o estado próximo ao pleno emprego, mas a escassez de trabalhadores qualificados impõe desafios ao crescimento econômico.
Apesar do mercado de trabalho aquecido, o ritmo de criação de empregos formais no estado desacelera mais que a média nacional. Segundo o relatório Cenário Macroeconômico, divulgado pela consultoria Bateleur, a falta de profissionais qualificados eleva os custos trabalhistas das empresas. Fernando Marchet, CEO da Bateleur, afirmou que essa combinação pressiona as margens empresariais, mesmo fortalecendo o consumo familiar.
Os salários também seguem em alta. Nos últimos 12 meses, o rendimento médio dos trabalhadores gaúchos cresceu 4% em termos reais. Contudo, a perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul é de 2,31% em 2026, superando os 0,90% de 2025. Essa expansão deve ser impulsionada pela safra agrícola e pela indústria metalmecânica.
A consultoria alerta que fatores como a desaceleração do comércio varejista e os juros elevados podem restringir um crescimento mais acelerado, apesar do mercado de trabalho aquecido.

