O Governo Federal lançou o programa Desenrola 2.0 em maio para permitir que pessoas com renda de até cinco salários-mínimos renegociem dívidas de cartão de crédito e cheque especial. A iniciativa, que substitui débitos por novos contratos com juros reduzidos, registrou um volume originado de R$ 1,8 bilhão apenas no primeiro mês.
O programa, que abrange operações iniciadas até 31 de janeiro, oferece descontos de até 90% e novos contratos com juros de até 1,99% ao mês, além de 50% do empréstimo com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO). Segundo o Bradesco BBI, o início do Desenrola 2.0 ocorreu em ritmo superior ao da edição anterior.
Analistas atribuem a aceleração aos ajustes operacionais que permitiram às instituições financeiras renegociar diretamente por seus canais. O volume de operações atingiu 912 mil, valor médio de renegociação maior que o registrado no Desenrola 1.0. Em termos de participação, o Nubank concentra quase 40% do volume total, seguido pelo Itaú e Banco do Brasil, com 13% cada.
Considerando um desconto médio de 80% nas renegociações, os analistas estimam que o crédito renegociado já possa somar cerca de R$ 8,8 bilhões. O BBI ressalta que o impacto final nos balanços das instituições ainda depende da parcela dos créditos baixados antes da adesão ao programa.

