Dez ações listadas no Ibovespa apresentam dividend yield (DY) projetado acima do CDI, após o Copom reduzir a taxa Selic para 14,25% ao ano nesta quarta-feira (17). O CDI recuou para a faixa de 14,10% ao ano, mantendo a renda fixa atrativa, mas o estudo aponta que a análise deve ir além do retorno nominal.
O levantamento, elaborado por uma plataforma de dados, considerou papéis do Ibovespa, do Índice de Dividendos (Idiv) e do Índice Brasil 100 (IBrX 100). O DY foi calculado com base nos proventos distribuídos nos últimos doze meses, assumindo que a política de lucros e dividendos se mantenha estável nos próximos doze meses, o que não é garantido.
A Log Com Prop (LOGG3) se destaca com DY projetado de 25,72%, mas o retorno total de 70,16% nos últimos doze meses reflete pagamentos extraordinários. O CFO da companhia, Rafael Saliba, confirmou que a política de payout de 50% não será mantida, e a empresa voltará ao mínimo de 25% do lucro para financiar expansão.
Em contraste, a Grendene (GRND3) lidera o DY com 39,73%, mas o retorno total foi negativo em 3,36%. A queda da cotação, de R$ 4,38 para R$ 3,87, gerou o DY mais alto, enquanto o retorno recorrente da empresa historicamente fica entre 6% e 8% ao ano.
A Marfrig (MBRF3) apresenta o maior sinal de alerta, com DY projetado de 17,61%, mas registrou perda de 28,60% no retorno total, configurando um caso de ‘yield trap’. Entre as dez, seis ações oferecem a combinação de DY acima do CDI e retorno total positivo nos últimos doze meses.

