O quarto ciclo do DF Instrumental Fest 2026 ocorreu no Centro de Ensino Médio (CEM) 02 do Gama, no sábado (20), oferecendo programação gratuita. O evento reuniu música instrumental contemporânea, manifestações da cultura popular e intervenções poéticas, reforçando a meta de democratizar o acesso à produção artística do Distrito Federal.
A programação iniciou às 16h16 com o grupo Zenga Baque Angola, que apresentou o maracatu. Em seguida, às 16h46, subiu ao palco o guitarrista e compositor Lúcio Maia, um dos fundadores da Nação Zumbi. Maia explicou que seu processo criativo absorve referências do cotidiano e de outras linguagens artísticas, afirmando que a inovação é uma necessidade artística.
O músico declarou que repetir fórmulas não constitui intervenção artística. Ele também comentou que o gênero instrumental se tornou mais acessível, deixando de ser restrito a músicos e estudiosos, um fato que ele atribuiu, em parte, à internet. Após a apresentação de Maia, o Zenga Baque Angola retornou ao palco às 17h46. O encerramento musical da tarde ficou a cargo do violonista Cairo Vitor, que se apresentou das 18h06 às 18h41, misturando violão erudito e improvisação jazzística.
Ao final, o público acompanhou a intervenção da Banca de Poetas, projeto do escritor José Garcia Caianno. O festival, realizado pela Ilimitada Criação e Okê Arô Produções, conta com apoio do CEM 02 e fomento do FAC-DF e da Secec-DF. A etapa do Gama marca o início de uma circulação que segue para Taguatinga em 18 de julho.

