Diplomatas brasileiros apostam em um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o G7, na França. A expectativa é destravar negociações sobre a ameaça de novas tarifas americanas ao Brasil, que o governo avalia como de caráter político.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou taxar o Brasil por práticas econômicas desleais, citando itens como PIX, etanol e combate ao desmatamento. Essa recomendação, baseada na Seção 301 da lei comercial americana, ainda não foi implementada.
Desde julho de 2025, houve conversas entre os governos, onde dados oficiais foram apresentados às autoridades americanas. Contudo, diplomatas afirmam que esses argumentos, incluindo os sobre o combate ao desmatamento ilegal, foram desconsiderados. O Brasil não participa do G7, mas Lula foi convidado pelo presidente da França, Emmanuel Macron.
Diante da situação, o Congresso Nacional aprovou a Lei da Reciprocidade, permitindo retaliação econômica. No entanto, o Itamaraty orienta que o governo priorize a diplomacia, visto que os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do país, atrás apenas da China.


