Um dirigente da Federação Palestina de Futebol aguarda autorização para entrar nos Estados Unidos, um dos países-sede da Copa do Mundo de 2026. O representante faz parte de um grupo de credenciados cujos vistos foram negados ou ainda não receberam resposta das autoridades americanas.
O dirigente palestino esteve presente na partida de abertura do Mundial, realizada entre México e África do Sul, na quinta-feira. Apesar do credenciamento concedido pela FIFA, ele ainda não obteve permissão para cruzar a fronteira dos Estados Unidos. O veterano político palestino declarou que “Não acredito que seja justo usar, abusar ou negar o direito de todos os integrantes do futebol mundial de assistir aos jogos”.
A FIFA mantém a tradição de convidar os presidentes das federações nacionais para o torneio, que a entidade apresenta como celebração da união entre os países. No ano passado, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que todos os participantes seriam recebidos no Canadá, México e Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026.
Os Estados Unidos barraram ou atrasaram a entrada de outros membros do evento, incluindo um árbitro da Somália e um fotógrafo que acompanhava a delegação do Iraque. Infantino reconheceu os problemas de emissão de vistos e disse que a FIFA tenta solucionar os casos, mas sem poder interferir nas decisões soberanas do governo americano. O dirigente comentou que “Precisamos respeitar o fato de que não somos os reis do mundo, capazes de governar governos e forças policiais”.

