Um júri de três policiais militares acusados de matar um delator foi anulado após um confronto durante a sessão. O episódio ocorreu quando um promotor questionou um oficial da Corregedoria sobre um suposto atentado contra um dos advogados de defesa.
O momento de maior tensão se deu quando o promotor questionou um oficial da Corregedoria da Polícia Militar sobre uma investigação não ligada diretamente ao assassinato do delator. O questionamento envolveu um suposto atentado contra um dos advogados de defesa, que havia sido interrogado pela Polícia Civil em 2025.
Durante o interrogatório, o promotor afirmou que o advogado havia anunciado na imprensa ter sido vítima de um atentado praticado pelos supostos assassinos. O advogado rebateu a alegação, e o promotor respondeu: “Falou! Seja homem!”. A troca de acusações gerou um bate-boca, e a saída da defesa do plenário motivou o juiz a anular o julgamento.
O Ministério Público solicitou a punição dos advogados, mas o magistrado rejeitou o pedido, pois entendeu que a acusação imputou fraude a um dos defensores durante a sessão. O caso, que envolve a morte do delator com 27 disparos de fuzil no aeroporto de Guarulhos, terá novo julgamento marcado para 22 de fevereiro de 2027.

