A Dívida Pública Federal atingiu R$ 9,03 trilhões em maio, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O valor representa uma elevação de 2,66% em comparação com abril, quando o estoque era de R$ 8,79 trilhões.
O acréscimo de R$ 234,4 bilhões teve como principal motivação a emissão líquida de R$ 134,5 bilhões em títulos, somado à incorporação de quase R$ 100 bilhões em juros no período. Os títulos emitidos totalizaram R$ 166,27 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 31,8 bilhões.
A composição da dívida mostra que a parte interna respondeu por R$ 8,69 trilhões, cerca de 96% do total, com um crescimento de R$ 229,8 bilhões no mês. A dívida externa ficou em R$ 340,5 bilhões, um aumento de R$ 4,6 bilhões. A estrutura de títulos também mudou: a participação de títulos com Taxa Flutuante chegou a 48,99%, enquanto os prefixados compõem 21%.
Entre janeiro e maio deste ano, o estoque da dívida cresceu R$ 397,6 bilhões, e o acréscimo em juros somou R$ 427,54 bilhões. Apesar da alta, o valor atual permanece abaixo do intervalo projetado pelo Plano Anual de Financiamento de 2026, que prevê valores entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões para o período.

