O presidente nacional do PT, Edinho Silva, sugeriu que os diretórios estaduais decidam a divisão do fundo eleitoral das campanhas. A proposta gerou forte reação da bancada da sigla, que prefere manter a partilha sob controle nacional, temendo ser preterida em disputas internas.
A ideia, apresentada há cerca de três semanas, defendia que os dirigentes estaduais teriam melhor percepção sobre os candidatos com maior chance de sucesso e que mereceriam maior investimento. Contudo, deputados afirmaram que o modelo proposto poderia prejudicá-los, visto que nem todos são aliados das correntes estaduais da legenda.
O fundo eleitoral total para este ano será de R$ 4,9 bilhões, e o PT tem direito a R$ 615,4 milhões para repassar a candidaturas em diferentes esferas. O presidente nacional avalia que a partilha de deputados federais seria mais precisa pelos diretórios estaduais, por estarem mais próximos das bases eleitorais.
A federação formada por PT, PC do B e PV conta com 82 deputados. O assunto está em debate no Grupo Tático Eleitoral (GTE) da sigla, onde serão definidos critérios para repasses a candidaturas femininas e de pessoas pretas e pardas. Além disso, a divisão também gerou divergências no PSOL, com uma deputada acusando o partido de favorecer novos pré-candidatos.

