A separação de pessoas com mais de 50 anos, chamada de “divórcio cinza”, cresceu mais de 30% no Brasil. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostram que o índice, que há uma década era inferior a 10%, agora atinge entre 30% e 36% dos divórcios nacionais.
Em 2022, foram concluídos 420 mil divórcios no país. Desses, 31% envolviam mulheres com mais de 50 anos e 23% envolviam homens nessa faixa etária, segundo o IBGE. A expectativa de vida no Brasil alcançou 76,4 anos em 2023, um patamar superior ao registrado antes da pandemia.
Especialistas apontam que a ausência de filhos menores de idade nos processos de divórcio maduros pode tornar os procedimentos mais simples. Além disso, o protagonismo feminino é um fator relevante, visto que as mulheres maduras impulsionam a maioria dos pedidos de separação, solicitando 7% a mais do que os homens e sendo, em média, pelo menos 3 anos mais novas.
Os procedimentos legais para o divórcio de pessoas acima de 50 anos seguem os mesmos ritos dos processos de faixas etárias mais jovens. A geração mais velha geralmente possui patrimônio e previdência estabelecidos, o que influencia o contexto das separações.

