O dólar disparou no mercado local nesta quinta-feira, 18, e encerrou o dia a R$ 5,1752, com alta de 1,32%. A valorização da moeda americana ocorreu em linha com a perspectiva de alta de juros nos Estados Unidos, após o tom conservador do Federal Reserve.
O real apresentou o pior desempenho entre as divisas líquidas. O movimento foi agravado por ruídos no comunicado do Banco Central, que estendeu o horizonte da política monetária para justificar um novo corte na Selic, mesmo com a piora das expectativas de inflação. O índice DXY, que mede o comportamento do dólar frente a seis moedas fortes, subiu mais de 0,70% no fim da tarde.
Economistas apontam o tom do Federal Reserve como principal gatilho para a depreciação do real. Um analista afirmou que o Fed se mostrou mais conservador que o mercado esperava, com a maioria dos dirigentes prevendo alta de juros no ano. Além disso, a diretora de macroeconomia do UBS Global Wealth Management comentou que o comunicado do Copom enfraquece a âncora monetária do país.
O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, atingindo 14,25%. Contudo, as projeções de inflação para o quarto trimestre de 2027 subiram de 3,5% para 3,7%. Especialistas indicam que a comunicação do BC gerou dúvidas sobre se a meta de inflação de 3% funciona como centro ou como piso efetivo.

