Um analista defendeu que drones militares, e não veículos elétricos, catalisarão avanços em baterias de próxima geração. Segundo o especialista, o Pentágono paga quatro vezes o preço por três vezes a densidade de energia, um diferencial que fabricantes de automóveis não oferecem.
O argumento se baseia na disposição histórica do setor de defesa em pagar por desempenho superior. Enquanto células de íon-lítio são consideradas “boas o suficiente” para o uso automotivo, o setor militar demanda maior densidade energética. O pedido orçamentário do Departamento de Defesa (DoD) para o ano fiscal de 2027 inclui US$ 54,0 bilhões para sistemas autônomos e US$ 39,2 bilhões destinados ao financiamento obrigatório de Domínio de Drones.
A tese de “spillover” sugere que o desenvolvimento de baterias de alta capacidade, como as que visam 2.000 watt-hora por quilograma, pode beneficiar outros setores, como o transporte pesado. Empresas como AeroVironment, Ondas Holdings e Red Cat Holdings se beneficiam indiretamente desse aumento nos orçamentos de aquisição de plataformas de drones.
A AeroVironment, por exemplo, registrou receita de US$ 408,05 milhões no terceiro trimestre de 2026, um aumento de 143,4% em relação ao ano anterior. A Ondas Holdings reportou receita de US$ 50,12 milhões no primeiro trimestre de 2026, com crescimento de 1.079,8%. Já a Red Cat Holdings teve receita de US$ 15,47 milhões no primeiro trimestre de 2026, marcando um aumento de 849,3%.

