Moradores de São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia, foram orientados a não sair de casa após um ataque de drones ucranianos na manhã de sábado, 6 de junho. A incursão demonstra a capacidade de Kiev de atingir alvos russos, ocorrida um dia após o presidente russo recusar um convite de seu homólogo ucraniano.
O governador de São Petersburgo, Alexander Beglov, aconselhou a população a permanecer em casa e alertou para possíveis falhas no serviço de internet móvel. O governador regional, Alexander Drozdenko, informou que 141 drones foram abatidos na região de Leningrado. O Ministério da Defesa da Rússia declarou que suas defesas aéreas derrubaram um total de 376 drones ucranianos.
O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, divulgou nas redes sociais que drones ucranianos percorreram cerca de 1.000 quilômetros até a região de São Petersburgo, visando arsenais da marinha inimiga e uma base em Kronstadt. Este ataque ocorreu após um drone ucraniano incendiar um terminal de petróleo e atingir uma base naval próxima na quarta-feira, antes do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo.
Em discurso no fórum, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a Rússia reforçará suas defesas aéreas para conter os ataques. Na sexta-feira, 5, Putin rejeitou a proposta de Zelenski para um encontro presencial sobre o conflito, dizendo que não via “nenhum sentido” nisso. A linha de frente estagnada levou ambos os lados a buscar vantagem em ataques de longo alcance.

