Projeções meteorológicas indicam que o El Niño pode atingir categoria “muito forte” entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Caso isso ocorra, o consumo acelerado das reservas hídricas das hidrelétricas brasileiras pode gerar reajustes nas tarifas de energia em 2027.
O risco de aumento tarifário está ligado ao eventual acionamento de termelétricas. Essas usinas possuem custo de operação superior ao das hidrelétricas e, quando utilizadas em larga escala, ativam bandeiras tarifárias, com repasse direto ao consumidor, conforme explica a imprensa.
Atualmente, a situação energética do país é estável, com reservatórios do Nordeste entre 95% e 100% da capacidade. No Sudeste e Centro-Oeste, que guardam cerca de 70% do armazenamento nacional, os níveis permanecem estáveis, mas especialistas alertam que as reservas devem ser consumidas.
O coordenador do Gesel da UFRJ declarou que o preço da energia deve subir, pois o acionamento de termelétricas eleva os custos. Além do impacto financeiro, o fenômeno traz riscos estruturais, como danos em redes de distribuição por tempestades severas e risco de queimadas em linhas de transmissão em 2027.

