A aproximação do El Niño ameaça aprofundar a crise financeira dos produtores de arroz no Rio Grande do Sul. A região, responsável por cerca de 70% da produção nacional, prevê um recuo de 10,4% na colheita, totalizando perto de 7,8 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O cenário de dificuldades é agravado por eventos climáticos extremos recentes. Produtores relataram prejuízos devido ao aumento de custos com fertilizantes e combustíveis, impulsionado por fatores globais. Um produtor local comentou que o prejuízo é certo com os preços de venda atuais.
Analistas do setor explicam que a combinação de pandemia, estiagem e chuvas intensas desequilibrou a relação entre custo, preço e produtividade. Um especialista afirmou que o El Niño representa o pior cenário possível para o arroz, alertando que uma intensidade forte pode levar a produção nacional abaixo dos níveis de consumo.
O clima tem sido uma ameaça recorrente. A região enfrentou seca em 2022, enchentes em 2023 e chuvas intensas em 2024 e 2025. A agrometeorologista Rural Clima comentou que as enchentes trouxeram perdas para o agronegócio, e produtores já operam com áreas reduzidas, sem recuperação plena.

