O fenômeno El Niño, instalado no Oceano Pacífico, deve intensificar-se no inverno do Hemisfério Sul e pode evoluir para um episódio classificado como Super El Niño. A MetSul Meteorologia identificou um novo processo de aquecimento que reforça o evento climático, com impactos previstos para o Brasil.
A formação de uma nova onda Kelvin, um pulso de calor, está ocorrendo no Pacífico Equatorial. Esse mecanismo transporta grandes volumes de água quente para o Pacífico Central e para o litoral sul-americano, ampliando o aquecimento já observado na região. Os dados indicam que o episódio de 2026 está mais avançado em seu desenvolvimento que os registrados em 1997 e 2015.
Os impactos no território nacional variam por região. No Norte, a tendência histórica aponta para redução de chuvas e aumento de calor. No Nordeste, o fenômeno costuma favorecer períodos de seca. Já no Centro-Oeste e Sudeste, modelos climáticos indicam possibilidade de chuvas acima da média e temperaturas mais baixas em parte do outono e inverno.
A Região Sul deve ser a mais afetada por este episódio. Historicamente, o El Niño está associado ao aumento de precipitações, maior frequência de temporais, enchentes e vendavais. Especialistas alertam que o risco de eventos extremos aumenta principalmente entre o final do inverno, a primavera e o outono de 2027, sendo a ocorrência de cheias considerada praticamente inevitável em anos de El Niño forte.

