O retorno do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 pode modificar o padrão de chuvas e intensificar o calor em Rondônia, segundo um meteorologista do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). O fenômeno, que já mostra sinais de formação, deve influenciar o regime hídrico e térmico do estado.
O período seco, que começou em junho, deve se estender até agosto, conforme o padrão anual. Contudo, com a evolução do El Niño, o retorno das chuvas pode sofrer atraso, possivelmente ocorrendo apenas em outubro ou novembro, afirmou o meteorologista. Ele explicou que o fenômeno deve iniciar com fraca intensidade, mas pode ganhar força ao longo do ano.
Além da alteração no regime de chuvas, o estado deve registrar temperaturas mais elevadas durante o período seco, com previsão de mais ondas de calor. O Serviço Geológico do Brasil (SGB) aponta o Rio Madeira como vulnerável na Bacia Amazônica. Um atraso na estação chuvosa pode prolongar o período de vazante, elevando riscos para navegação e comunidades ribeirinhas.
O meteorologista reforçou que o cenário depende da evolução do El Niño, e que ainda não é possível prever níveis extremos no Rio Madeira como os registrados em 2024. O monitoramento do Oceano Pacífico continua sendo feito mensalmente para atualizar as previsões sobre a dimensão da seca em Rondônia.

