A pesquisa Quaest de junho, divulgada nesta quarta-feira (10), aponta que os eleitores independentes, aqueles que não se definem como lulistas, bolsonaristas, de esquerda ou de direita, possuem potencial para decidir a disputa presidencial. Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, esse grupo representa 32% do eleitorado brasileiro e tem sido decisivo no avanço de Lula sobre Flávio Bolsonaro.
A consultoria concluiu que os independentes funcionam como um grupo decisivo, visto que os dois principais campos políticos apresentam tamanhos semelhantes: 33% se definem como lulista (19%) ou de esquerda não lulista (14%), e outros 33% se definem como bolsonarista (12%) ou de direita não bolsonarista (21%). Nunes afirmou que esses eleitores “são menos ideológicos” e valorizam a democracia, a segurança pública e a desburocratização.
Analisando o segundo turno, a intenção de voto em Lula entre os independentes subiu de 29% para 37%, um avanço de oito pontos percentuais. Em contrapartida, a preferência por Flávio Bolsonaro caiu de 31% para 24% no mesmo período. Em pesquisa com todos os grupos, Lula lidera com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro, eliminando o empate técnico que existia desde março.
A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas entre 5 e 8 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais. Nunes comentou que, apesar do avanço, a maioria dos independentes demonstra apatia, e apenas 10% desse grupo tende a votar na eleição.


