A Eli Lilly reportou um crescimento de receita de 55,5% no último trimestre, alcançando 19,8 bilhões de dólares. A empresa também elevou sua previsão de receita para o ano inteiro para entre 82 e 85 bilhões de dólares. Contudo, as ações da companhia subiram apenas 2,57% no ano, cotadas a 1.098,57 dólares.
O desempenho recente das ações da Eli Lilly tem sido volátil. A empresa registrou queda de 5,37% na última semana, após atingir 1.160,95 dólares em 11 de junho. O mercado demonstra preocupação com a precificação, visto que os preços realizados caíram 13% no primeiro trimestre, devido à inclusão do Mounjaro no formulário NRDL da China, o que comprimiu as margens internacionais. Além disso, a companhia absorveu 584 milhões de dólares em encargos de P&D adquiridos em suas fusões e aquisições.
O consenso de analistas aponta um potencial de alta de cerca de 11%, com um preço-alvo de 1.215,79 dólares. Um modelo interno, contudo, projeta um cenário base de 1.279,62 dólares, o que implica um potencial de alta de 16,48%. O CEO David Ricks declarou no primeiro trimestre de 2026 que a empresa entregou 56% de crescimento de receita e aumentou a meta anual em 2 bilhões de dólares, citando a aprovação do Foundayo pela FDA dos EUA como marco importante.
Para atingir 1.200 dólares a partir do preço atual de 1.098,57 dólares, a empresa necessita de um ganho de 9,2%. O modelo base já ultrapassa esse patamar, indicando que a meta de 1.200 dólares não exige uma reavaliação incremental do múltiplo, mas sim que a empresa cresça em linha com os resultados. O principal risco apontado é a erosão contínua dos preços, superando os ganhos de volume.

