A ação da Eli Lilly subiu após a divulgação de dados de Fase 3 do medicamento retatrutide, considerado potencialmente de primeira linha para o tratamento de obesidade. O valor atual da ação é de US$ 1.149,15, refletindo um ganho de 50,31% no último ano. Analistas apontam que o potencial de valorização depende de aprovações regulatórias e expansão de mercado.
O desempenho recente da empresa foi impulsionado pelos resultados do retatrutide. Embora o ganho no ano até agora seja de apenas 7,29%, a ação registrou alta de 21,37% no último mês. O consenso de analistas aponta um alvo de US$ 1.215,10, o que representa um potencial de alta de um dígito, embora a base de projeção da empresa seja mais otimista.
O CEO da empresa, David Ricks, declarou que o primeiro trimestre de 2026 apresentou crescimento de receita de 56% e elevou a previsão de receita anual em US$ 2 bilhões. A empresa negocia atualmente a um P/L futuro de 32x, o que é considerado razoável para uma companhia com crescimento de receita de 55,5% ano a ano.
Para atingir a marca de US$ 1.500, a empresa precisa de um ganho de 30,5% em um ano. Isso exige que o retatrutide continue impressionando em registros regulatórios, que o novo medicamento oral Foundayo ganhe tração de prescrição e que a empresa eleve novamente suas projeções de receita para o terceiro trimestre de 2026. O principal risco, segundo a análise, é uma decisão da Suprema Corte ou ações agressivas do Medicare que reduzam as margens de GLP-1.

