A Embraer registrou cautela em opções de compra de aeronaves devido às incertezas geradas pela guerra no Irã, que elevou os preços do combustível de aviação, informou Francisco Gomes Neto, presidente-executivo da empresa. A fabricante brasileira disse que, embora não haja atrasos nas entregas, clientes estão adiando decisões de compromissos futuros.
Gomes Neto, ao participar da cúpula anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo, no Rio de Janeiro, explicou que algumas empresas que poderiam exercer opções de venda firmadas anteriormente estão postergando a decisão para melhor avaliar a situação. A carteira de pedidos comerciais da Embraer abrange quase cinco anos de entregas, e a companhia mantém campanhas de vendas para a família E2, visando fechar acordos no Farnborough Airshow, no Reino Unido, no próximo mês.
A empresa busca aproveitar negócios recentes, como acordos com a Finnair por 18 aeronaves e com a arrendadora Azorra por 15, após um ano sólido em 2025. Gomes Neto afirmou que a eficiência de combustível do E2 pode aumentar a demanda, mas ressaltou que o momento dos negócios depende dos clientes. A Embraer planeja entregar entre 95 e 100 aeronaves comerciais em 2027, com meta de 80 a 85 aviões para 2026.
O presidente da Embraer enfatizou que a meta de produção depende mais da melhoria das cadeias de suprimentos do que da resolução de tensões geopolíticas. A companhia também renegociou contratos antigos com menor lucratividade, esperando que uma demanda mais forte por novos negócios sustente melhores preços e melhore as margens na unidade de aviação comercial.


