Gigantes de tecnologia, como Nvidia e Microsoft, investem em novos chips e softwares para criar computadores autônomos. A meta é permitir que usuários executem tarefas complexas apenas por comando, reduzindo a necessidade de teclados e mouses.
Os esforços para desenvolver assistentes digitais complexos evoluem após anos de tentativas com funções limitadas, como definir alarmes. O objetivo final, segundo Bob O’Donnell, é que o usuário diga ao computador o que deseja e ele execute a tarefa. A Nvidia, por exemplo, lançou o chip RTX Spark em 1º de junho, que permite rodar agentes de IA em laptops com Windows sem depender da nuvem.
O avanço é impulsionado por modelos de linguagem, como o OpenClaw, que permite aos desenvolvedores concluir solicitações sem intervenção constante. David Naranjo, diretor associado da Counterpoint Research, comentou que o uso de comandos de voz em vez de digitação cresce com a familiaridade dos usuários com serviços de IA.
A Microsoft está desenvolvendo o agente Scout para o Microsoft 365, utilizando tecnologia similar ao OpenClaw. No entanto, Jitesh Ubrani, gerente de pesquisa da International Data Corporation, afirmou que a adoção em massa depende da superação de barreiras. Ele disse que os novos dispositivos provavelmente serão caros e que a confiança do consumidor na IA ainda precisa ser estabelecida.


