Empresas estrangeiras reduziram ou encerraram atividades em Cuba após o prazo final imposto pelos Estados Unidos para romper vínculos com o Gaesa, conglomerado econômico-militar cubano. A medida decorre de sanções endurecidas pela administração de Donald Trump, que considera a ilha uma ameaça à segurança norte-americana.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro estabeleceu o dia 5 como prazo para que companhias com negócios ligados ao Gaesa reajustassem operações ou enfrentassem sanções. Tais penalidades podem incluir dificuldades de acesso ao sistema financeiro internacional, proibição de trabalho bancário ou congelamento de ativos.
A rede espanhola Meliá anunciou o encerramento de operações em 15 hotéis administrados em parceria com o Gaesa. A empresa declarou que a decisão ocorreu “Diante dos acontecimentos e circunstâncias que vêm ocorrendo no contexto geopolítico, social, jurídico e econômico da República de Cuba”.
A Meliá se junta a outras redes, como a Iberostar, que deixou de administrar 12 hotéis associados ao Gaesa, e a Blue Diamond, que encerrou operações parciais ou totais em Cuba devido à pressão dos Estados Unidos sobre o setor.

