O empresário Elon Musk alcançou o status de primeiro trilionário mundial após o lançamento do maior IPO da história com a SpaceX. Especialistas apontam que gerir tal fortuna exige estruturas de governança complexas, pois ineficiências de 1% podem gerar perdas de US$ 10 bilhões.
A SpaceX iniciou sua negociação na Nasdaq a US$ 150 por ação, atingindo US$ 171 no meio do dia. O empresário comentou sobre a magnitude do evento, afirmando que era difícil acreditar que uma empresa iniciada em um galpão em El Segundo alcançasse tal patamar.
Gestores de patrimônio relatam dificuldade em conceber a administração de um capital de US$ 1 trilhão. Jake Falcon, CEO da Falcon Wealth Advisors, disse que não existem consultores financeiros qualificados para gerir esse montante. Ele afirmou que seria necessário criar um novo tipo de gestão de patrimônio familiar, alinhada à filosofia do empresário.
T.L. Turnipseed, chefe de planejamento sucessório e tributário da Alta Trust Company, explicou que a gestão de um trilionário difere da de um bilionário. Enquanto o bilionário foca em investimentos, o trilionário precisa de algo próximo à governança de uma empresa privada. A questão central passa a ser preservar o controle e o propósito, e não apenas aumentar o patrimônio.
Evan Mills, consultor financeiro associado da Scholar Advising, alertou que qualquer movimento de um trilionário impacta o mercado. Ele acrescentou que, no caso específico do empresário, o escrutínio sobre cada transação é alto, gerando preocupação entre investidores. Turnipseed concluiu que, nessa escala, uma ineficiência de 1% representa cerca de US$ 10 bilhões, exigindo que o trabalho comece com proteção e estrutura.

