A Starbucks Coreia suspenderá temporariamente mais de 2 mil lojas em 22 de junho, no país, para que funcionários participem de treinamento obrigatório sobre história contemporânea e sensibilidade social. A paralisação ocorre após uma campanha de marketing lançada em maio provocar forte reação pública e boicotes de consumidores.
A crise teve início em 18 de maio, data do aniversário do Levante de Gwangju, um evento crucial na luta pela democracia sul-coreana. Na ocasião, a rede lançou uma promoção para copos térmicos chamada “Tank”, utilizando expressões que muitos consumidores associaram a períodos de ditadura militar.
A reação pública levou a boicotes e críticas nas redes sociais. Dados de mercado apontaram que o volume de pagamentos nas lojas despencou 26% na semana seguinte à polêmica. A empresa retirou a campanha poucas horas após o início das críticas, e o diretor executivo deixou o cargo no mesmo dia.
A paralisação de junho custará cerca de ₩ 2,1 bilhões, o equivalente a US$ 1,4 milhão em vendas não realizadas, segundo a IGAWorks. Em apurações internas, o grupo informou que parte das frases da campanha foi sugerida por uma ferramenta de inteligência artificial, mas a aprovação final dependia de avaliação humana.

