Uma equipe de saúde pública sediada em Washington, DC, monitorará águas residuais e conversas na internet para prevenir surtos de doenças graves durante a Copa do Mundo, que começa no México nesta quinta-feira (11). O monitoramento visa proteger os mais de 6,5 milhões de torcedores esperados nos Estados Unidos, Canadá e México.
A iniciativa, coordenada por especialistas em saúde, utiliza um laboratório da Universidade de Georgetown como posto de comando epidemiológico. A análise avançada de esgoto emprega sequenciamento de DNA e RNA para identificar sequências genéticas de micróbios, sem a necessidade de cultura em laboratório, segundo Rebecca Katz, diretora do Centro de Ciência e Segurança da Saúde Global da Universidade de Georgetown.
Os organizadores apontam que a dimensão do evento e as viagens internacionais representam risco elevado de transmissão, especialmente porque os recursos de saúde pública dos EUA já enfrentam surtos de sarampo, ebola e hantavírus. A equipe dará atenção especial ao sarampo, que se aproxima de um recorde de casos no país, e a doenças transmitidas por mosquitos, como dengue e chikungunya.
O centro de operações, lançado em colaboração com a rede de hospitais regionais MedStar Health, também servirá de teste para futuros eventos, como os Jogos Olímpicos de Verão de 2028 em Los Angeles. Além do monitoramento de esgoto, a equipe rastreia dados anonimizados de registros de saúde e busca informações em plataformas de mídia social.


