Um especialista militar alertou que a base industrial de defesa dos Estados Unidos enfrenta uma ‘lacuna de prontidão’ devido a atrasos de anos na entrega de equipamentos e munições. O Departamento de Guerra destinou US$ 114 bilhões para mísseis e munições no orçamento de 2027, sinalizando a necessidade de aceleração na produção.
Tara Murphy Dougherty, CEO da Air, declarou que há grande pressão sobre as empresas de defesa para entregar materiais, pois o Departamento de Guerra exige mais equipamentos e munições, mas as entregas estão atrasadas. Ela descreveu essa situação como um estado contínuo, e não um problema pontual.
O orçamento de 2027 prevê mais de US$ 100 bilhões em investimentos na base industrial, focando em fornecedores de motores de foguetes sólidos e em uma estratégia de terras raras de cinco anos. Grandes fabricantes como a Lockheed Martin e a RTX firmaram acordos-quadro para aumentar a produção de sistemas como Patriot e THAAD em 3 a 4 vezes as taxas atuais.
Além dos grandes contratados, o setor de matérias-primas também é apontado como beneficiado. Empresas que fornecem componentes essenciais, como magnéticos para orientação de mísseis, registraram aumentos significativos em suas receitas. O mercado aponta que, apesar dos riscos de atraso e fiscalização, a demanda por suprimentos críticos deve sustentar o setor.

