O surto de Ebola na República Democrática do Congo, o terceiro maior já registrado, conta com mais de 1.000 casos e 233 mortes confirmadas. Especialistas alertam que a doença pode ter começado antes do previsto, o que sugere a existência de centenas de portadores não detectados.
O profissional de saúde e especialista em Ebola, Simon Mardel, declarou que o escopo real da emergência pode torná-la a pior da história. Mardel explicou que existe uma lacuna entre os portadores documentados pelas agências de saúde e o número real de infectados, o que ele classificou como um risco sem precedentes.
Para combater a doença, Mardel afirmou que é crucial obter um panorama completo dos infectados. Ele detalhou que, em um surto com cem casos confirmados, há prováveis dois mil contatos próximos que necessitam de rastreamento e monitoramento. Qualquer um desses contatos não identificados pode ser um portador, formando as ‘cadeias de transmissão não reconhecidas’.
Os casos já ultrapassaram a República Democrática do Congo e atingiram Uganda. Mardel comentou que os rastreadores de contatos estão atrasados. O cenário de pesadelo, segundo ele, seria a chegada do Ebola à Nigéria, o país mais populoso da África. Em 2014, o surto, que teve início na Guiné, resultou em 11.325 mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde.


