Um especialista alertou que muitas empresas estão praticando o ‘AI washing’, ou seja, exagerando o papel da inteligência artificial para parecerem mais inovadoras. A análise indica que narrativas de demissões ligadas à IA podem ser apenas uma forma de reembalar cortes de custos tradicionais pós-pandemia.
O alerta foca na diferença entre transformação real e a mera performance corporativa. Segundo o especialista, uma mudança duradoura deve começar pela definição clara de um problema operacional, e não pela aplicação tecnológica. Ele afirmou que, sem esse foco, as empresas podem adquirir tecnologias caras sem avançar nos negócios.
O analista estabeleceu uma distinção entre ‘transformação performática’ — que se manifesta em apresentações para investidores — e a transformação sustentável, que exige ganhos de produtividade trimestrais ligados a fluxos de trabalho específicos. Ele exemplificou que a integração real de IA em logística envolve modelos que redesenham previsões de demanda e roteirizam estoque em tempo real.
Para investidores, é crucial separar o ajuste de custos pós-pandemia da automação genuína. O especialista comentou que muitas empresas que atribuem demissões à IA estão, na verdade, realizando um ajuste de quadro de pessoal após contratações excessivas. Um reset de custos estrutural implica uma base de custo menor, diferente de um ajuste pontual.

