Thomas L. Friedman, vencedor de três prêmios Pulitzer, criticou as redes sociais por minarem a verdade e a confiança, elementos cruciais para a democracia. Em aula magna no XIV Fórum de Lisboa, o jornalista afirmou que o modelo de negócio dessas plataformas não é informar, mas provocar, intensificando a polarização extrema.
Friedman declarou que a democracia se sustenta na verdade e na confiança, sem as quais não é possível resolver problemas. O Fórum, organizado pelo ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF), reuniu juristas, economistas e políticos de diversas partes do mundo para debater temas como inteligência artificial e big techs.
Sobre a IA, Friedman elencou avanços como a computação quântica e a fusão energética, defendendo que a única forma de lidar com a tecnologia é por meio de legislação e ética construídas em conjunto entre os Estados Unidos e a China. O economista Joel Mokyr, vencedor do Prêmio Nobel de Ciências Econômicas em 2025, complementou ao afirmar que a prosperidade econômica depende da combinação de avanço tecnológico e confiança nas instituições.
Em outro painel, Luis Neves, Ministro da Administração Interna de Portugal, apontou a massificação de fake news, crimes de ódio e populismo como grandes focos de ameaça à diversidade. Neves cobrou maior equilíbrio entre o direito à privacidade e as investigações de crimes cibernéticos, alegando que o lobby das big techs dificulta o acesso a conversas encriptadas.


