A estrategista global da Principal Asset Management, Seema Shah, afirmou que a perspectiva de ações permanece construtiva, mesmo com os avisos sobre bolha de inteligência artificial. Ela justifica a visão com a expansão do crescimento de lucros em diversos setores, além da rotação de investidores para fora das grandes empresas de tecnologia.
Shah defendeu sua visão em entrevista a veículos de comunicação, após o Banco para Assuntos Internacionais emitir um relatório alertando sobre riscos globais ligados ao desenvolvimento da IA e ao aumento da dívida. Segundo a analista, a tese de crescimento de longo prazo da IA se sustenta em três pilares: a continuidade dos lucros das empresas de IA, a expansão do crescimento de lucros para além do setor de tecnologia e a melhora parcial da inflação.
O mercado demonstrou sinais dessa rotação. O Russell 2000 fechou em máximas históricas, e o setor de saúde teve sua melhor semana desde junho de 2022. Shah explica que essa dispersão de lucros permite que o mercado se mantenha saudável mesmo com a volatilidade em ações de IA, pois o índice não depende apenas de nomes de grande capitalização.
Em relação à inflação, dados do Federal Reserve indicam que o PCE, métrica preferida do Fed, atingiu 130,082 em maio de 2026, subindo 0,3% no mês. A analista aponta que a queda nos preços de energia, como o petróleo WTI, que estava a US$ 78,94 em 22 de junho de 2026, pode aliviar a inflação cíclica, mas o investimento em IA deve manter o piso estrutural elevado.

