A inteligência artificial pode transformar o trabalho e o aprendizado, mas especialistas defendem que ela não deve substituir a conexão, a curiosidade e a colaboração humana. Lila Ibrahim, do escritório de alfabetização em Inteligência Artificial do Google DeepMind, afirmou que qualquer avanço tecnológico exige reflexão sobre o papel do fator humano.
Segundo Ibrahim, é fundamental que as organizações identifiquem como as pessoas utilizam a IA e quais aspectos do trabalho devem permanecer essencialmente humanos. Ela questionou: “Onde podemos simplificar algumas das tarefas mais rudimentares, mas também celebrar o aspecto humano que estamos trazendo?”
A especialista citou um caso na Irlanda do Norte, onde professores de escolas públicas relataram economia de até 10 horas semanais por docente ao usar ferramentas de IA. Esse tempo foi redirecionado para um contato mais próximo com os alunos, permitindo que os educadores aplicassem entusiasmo ao conteúdo.
Para Ibrahim, habilidades como colaboração e conexão humana ganham relevância na era da inteligência artificial. A mensagem central é que a tecnologia deve ser uma aliada do potencial humano, e não uma ameaça a ele.


