Um pesquisador de Harvard afirmou que a agenda de Israel no conflito com o Irã segue um rumo próprio, diferente dos interesses dos Estados Unidos. O especialista apontou que a avaliação da guerra é significativamente mais positiva dentro de Israel do que nos EUA, onde o apoio é baixo.
O pesquisador Vitelio Brustolin disse que as ações militares israelenses refletem a vontade do primeiro-ministro, que enfrenta pressões políticas e jurídicas internas. Brustolin afirmou que “Israel está fazendo a vontade específica do Netanyahu, que não necessariamente é o interesse de Israel”. Ele mencionou que o primeiro-ministro enfrenta quatro acusações de corrupção e uma ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional.
A divergência de interesses entre os países foi apontada pelo especialista. Uma pesquisa divulgada na quarta-feira (10) mostrou que 81% dos norte-americanos são contrários à condução da guerra por parte de um ex-presidente. Em contraste, a guerra contra o Irã é vista de forma mais positiva em Israel.
Brustolin também abordou o impasse no sul do Líbano. O primeiro-ministro israelense alega que não retirará tropas da região enquanto o Hezbollah não desarmar. O grupo se recusa a depor as armas, mesmo sob pressão do governo libanês. O presidente do Líbano declarou que o Irã deve cessar o fornecimento de armas ao Hezbollah.

