Um especialista avaliou que o argumento de que as tarifas impostas pelos Estados Unidos têm relação com o histórico protecionista do PT dificilmente terá impacto relevante nas próximas eleições. A análise considera que o eleitorado polarizado e desconfiado dificulta a adesão a essa linha de defesa política.
Lucas de Aragão, sócio da Arko Advice, analisou as retóricas usadas no debate sobre o chamado “tarifaço”, envolvendo o governo do PT e um candidato do PL. O especialista afirmou que a argumentação, embora tenha lógica, exige tempo que a campanha não possui, dada a polarização do eleitorado.
Aragão declarou que o argumento sobre o protecionismo histórico do PT não convence um eleitor cansado e com baixa esperança no país. Ele ressaltou que a construção dessa narrativa deveria ter ocorrido antes, pois o tempo restante é curto para gerar tração relevante na campanha.
O especialista também comentou a participação de um candidato em audiência pública, interpretando o movimento como uma tentativa de evitar que o termo “TariFlávio”, usado pelo governo nas redes sociais, se consolidasse na opinião pública. Aragão concluiu que o argumento de que a tarifa é culpa de um histórico protecionista do Brasil não se sustenta como estratégia viável neste momento.

