Um especialista previu que as avaliações de empresas de inteligência artificial sofrerão uma correção de 50% a 70% nos próximos 24 meses. A previsão, feita por Scott Galloway, baseia-se na superavaliação do setor e em riscos estruturais do mercado de tecnologia.
Galloway argumenta que as companhias de IA estão dramaticamente superavaliadas. Ele aponta que a justificativa das avaliações atuais por ganhos de eficiência exigiria a demissão de 5 a 7 milhões de trabalhadores entre os 75 milhões vulneráveis à IA. O especialista também criticou a estratégia de agrupamento de serviços de certas empresas, citando receitas de 16 bilhões de dólares e lucros operacionais de 8 bilhões de dólares.
O analista mencionou riscos geopolíticos, prevendo que a China pode acelerar a correção ao introduzir modelos de linguagem de grande escala (LLMs) baratos no mercado dos EUA. Além disso, ele classificou o atual pipeline de Ofertas Públicas Iniciais (IPOs) como o fim de um ciclo especulativo.
Embora alguns dados suportem a visão de Galloway, como o IPO de uma empresa com 30,9 milhões de dólares em receitas e avaliação superior a 15 bilhões de dólares, outros analistas discordam da magnitude da queda. Eles apontam que há demanda real, com a capacidade de processamento vendida até o final de 2027, indicando que a correção pode ser de 30% a 40% nos líderes do setor.


