A Agência Nacional do Petróleo (ANP) estuda alterações nas regras de comercialização do gás de cozinha, como a recarga parcial de botijões. David Zylbersztajn, especialista, avaliou as propostas e declarou que o fracionamento do GLP não faz sentido econômico e pode agravar a criminalidade no setor.
A discussão sobre as mudanças no gás de cozinha, que atende cerca de 90% dos lares brasileiros, não é nova, segundo Zylbersztajn. Ele afirmou que, do ponto de vista econômico, a venda de quantidades parciais do botijão não é vantajosa. O especialista sugeriu que programas de atendimento, focados em fornecer botijões cheios para classes menos favorecidas, seriam mais eficazes.
Além da questão econômica, Zylbersztajn levantou preocupações com a segurança e a logística. Ele explicou que a marca do fabricante no botijão atual garante segurança ao consumidor. O fracionamento, segundo ele, exigiria uma nova estrutura logística que não existe no momento. Ele também alertou que o modelo poderia favorecer a expansão da criminalidade, já presente no comércio de GLP.
O especialista concluiu que o consumidor não se beneficiará das mudanças, pois haverá menos segurança em relação ao botijão. Ele recomendou combater o crime no setor atual e fortalecer os programas sociais de transferência de renda voltados ao acesso ao gás.

