A decisão entre investir em um plano 401(k) Roth ou tradicional depende da comparação entre a alíquota de imposto atual e a esperada no momento do resgate. Especialistas afirmam que mitos sobre a origem dos planos ignoram a matemática fiscal, que deve guiar a escolha do investidor.
A escolha entre os planos de previdência se resume a um cálculo: a taxa de imposto vigente hoje versus a taxa projetada na aposentadoria. Segundo Brian Preston, a decisão não é ideológica, mas sim aritmética. Um 401(k) tradicional oferece dedução na alíquota marginal atual, tributando o saque futuro. Já o Roth inverte esse processo, exigindo pagamento de imposto agora, mas isentando os saques posteriores.
O Roth IRA foi estabelecido pelo Taxpayer Relief Act de 1997, anterior ao início do mandato de George W. Bush em 2001, e foi criado como um veículo de poupança com opção de aposentadoria isenta de impostos. Preston explicou que, se a alíquota atual for menor que a futura, o Roth é vantajoso. Se a alíquota atual for maior, o tradicional se mostra mais benéfico.
A estratégia varia conforme a fase de vida. Um jovem em início de carreira, com alíquotas baixas, se beneficia do Roth. Já um profissional sênior, em pico de ganhos e projetando uma alíquota menor na aposentadoria, pode preferir o tradicional. Para 2026, funcionários com 50 anos ou mais que ganharam mais de US$ 150.000 em 2025 devem fazer contribuições de recuperação para o 401(k) Roth, conforme a regulamentação SECURE 2.0.

