O Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, atingindo 14,25% ao ano, em decisão que não surpreendeu o mercado. Especialistas, contudo, focaram no tom cauteloso do comunicado, indicando que o momento ideal para alocação permanece na renda fixa, especificamente em títulos atrelados à inflação.
Apesar da queda da taxa básica, analistas defendem a manutenção do foco em títulos públicos e renda fixa. Lucas Genoso, head de renda fixa da XP, disse que a sinalização do Banco Central sobre os próximos passos foi o ponto mais relevante, pois o mercado precificava novas altas de Selic. Ele afirmou que o investidor deve aproveitar oportunidades com disciplina.
A preferência por títulos IPCA+ se mantém entre os especialistas. Victor Furtado, head de alocação na W1 Capital, declarou que “jamais posso deixar de lado um IPCA+8%”, justificando que esse patamar é quase três vezes o retorno real médio do CDI nos últimos 15 anos. Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, alertou que quem investe apenas em pós-fixados perde a maior janela de juro real da última década.
Genoso e Trevisan orientam a mira no longo prazo, preferindo prazos intermediários. A XP sugere que o investidor mire no miolo da curva, com duration de até seis anos, para capturar prêmio sem alta exposição à volatilidade. O Tesouro Selic, por sua vez, serve como componente de segurança e liquidez nas carteiras.


