Registros recentes no Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, confirmaram a presença de espécies raras de mamíferos na Mata Atlântica. A descoberta, resultado de ações de reflorestamento e combate à caça, inclui o gato-do-mato-pequeno e pacas, consolidando o parque como um grande remanescente florestal urbano.
O monitoramento, realizado por uma organização não governamental dedicada à conservação da Trilha Transcarioca, identificou diversos animais. Entre eles, destacam-se o gato-do-mato-pequeno, o menor felino silvestre do Brasil, e o tapiti, único coelho nativo do país. O tapiti, de hábitos noturnos, auxilia na dispersão de sementes, mantendo o equilíbrio ecológico.
As câmeras também captaram imagens de pacas, espécie classificada como vulnerável, e do furão-pequeno. Cachorros-do-mato, que iniciam atividades ao anoitecer, também foram registrados na região do parque. A área monitorada abrange quase 12,5 mil hectares, distribuídos em 17 bairros das zonas Oeste e Sudoeste da capital fluminense.
Os resultados são considerados animadores. Somente nos últimos três anos, foram identificadas 21 espécies de mamíferos na região de Realengo, evidenciando a recuperação da fauna em uma das maiores florestas urbanas do mundo.


