A Polícia Civil de São Paulo descobriu que um esquema de receptação de celulares roubados utilizava isolamento eletromagnético para impedir o rastreamento dos aparelhos. Uma pessoa foi presa e oito são investigadas pelo crime, que envolvia o uso de jammers e gaiolas de Faraday.
O imóvel usado como base da quadrilha estava equipado com jammers, aparelhos capazes de derrubar sinais de internet e telefonia, o que interferia na conexão de vizinhos. O delegado Clemente Calvo, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), explicou que o local funcionava como um centro de manipulação de celulares, onde os dispositivos eram classificados para revenda ou desbloqueio.
Além dos jammers, os suspeitos empregavam uma bolsa que funcionava como gaiola de Faraday, estrutura que isola o celular roubado durante o transporte. As autoridades apreenderam 182 celulares e 42 alianças, com valor estimado em R$ 500 mil.
Os investigadores informaram que os criminosos realizavam os roubos quebrando vidros de veículos parados no trânsito. Parte dos aparelhos era revendida no mercado clandestino, enquanto outra fração era usada em fraudes bancárias.

