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Economia

Estreito de Hormuz reabre, mas déficit de petróleo ameaça preços

Carla Fernandes
Última atualização: 22 de junho de 2026 06:44
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O Estreito de Hormuz reabriu após um memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos, mas a recuperação da oferta global de petróleo será lenta. A perda de 1,15 bilhão de barris em quase quatro meses deixou as reservas estratégicas em níveis críticos, pressionando os preços.

A reabertura do estreito não resolve imediatamente o problema de estoque mundial, pois o fluxo de petróleo precisa passar por um processo de normalização. A indústria petrolífera estima que esse processo pode levar meses. Analistas do setor indicam que o mercado pode estar subestimando o risco de escassez antes do reabastecimento dos tanques.

As reservas estratégicas da Administração Internacional de Energia estão nas menores cotas desde 1990, e a reserva emergencial americana atingiu o mínimo em 43 anos. Embora os preços do petróleo Brent tenham caído de um pico de US$ 126,41 para abaixo de US$ 80 por barril após o cessar-fogo, a recuperação total dos 1,15 bilhão de barris perdidos pode levar cerca de um ano, segundo cálculos baseados na previsão da International Energy Agency.

Especialistas alertam que, após o otimismo inicial com a reabertura, os fundamentos do mercado devem assumir o controle. Um analista do RBC Capital Markets comentou que “Todo mundo está como: “Isso acabou!” Mas há um grande desafio logístico para voltar ao ponto em que estávamos.” Outro especialista da Kpler afirmou que “os consumidores americanos terão preços mais altos nos meses de verão”.

TAGGED:estoques-petroleoHormuzMercado Globaloferta-globalPetróleoprecos-energia
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