O Estreito de Ormuz voltou a operar após acordo entre Estados Unidos e Irã, restabelecendo o fluxo marítimo de energia. Contudo, a recuperação completa do mercado global de petróleo deve ser lenta, com projeções indicando normalização até 2027, segundo a imprensa.
A crise recente reduziu a oferta mundial de petróleo em cerca de 2 bilhões de barris em apenas três meses. Esse choque desorganizou a cadeia energética, forçando refinarias a ajustar a produção e redirecionando embarques, o que elevou custos operacionais e a volatilidade dos preços.
Com o memorando firmado, o estreito retoma a operação, mas a reorganização logística enfrenta entraves como riscos de minas submarinas e elevação dos custos de seguro. Analistas da Capital Economics estimam que cerca de 80% dos fluxos energéticos retornem até o fim do terceiro trimestre.
A liberação de estoques acumulados pelos produtores do Golfo e a recomposição de reservas estratégicas por países consumidores sustentam a demanda no curto prazo. Para a Oxford Economics, a produção global acompanhará a retomada do tráfego, mas o principal gargalo reside na logística marítima e na confiança operacional do setor.

