Documentos divulgados apontam uma estrutura financeira que movimentou quase US$ 24 milhões para viabilizar o filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação, que envolveu aportes internacionais, teria parte dos recursos destinados a um fundo controlado por advogado de um ex-deputado federal.
A análise de contratos, planilhas e comprovantes bancários revela um cronograma de aportes internacionais que se estendeu de janeiro de 2025 a janeiro de 2026. A estrutura previa 14 desembolsos, sendo que os dois primeiros, de US$ 2 milhões cada, foram transferidos posteriormente, em fevereiro e março de 2025. O restante do cronograma incluía 12 parcelas de aproximadamente US$ 1,66 milhão cada.
A documentação analisada indica que parte dos pagamentos foi executada entre março e maio, elevando o montante transferido para cerca de US$ 10,6 milhões. Além disso, uma troca de mensagens de agosto de 2025, entre um empresário e um indivíduo, mostrava que duas parcelas estavam atrasadas, sugerindo que o volume total destinado ao projeto pode ter superado os US$ 10,6 milhões.
Entre os materiais, há um comprovante emitido pelo sistema SWIFT, plataforma de transferências internacionais. A imprensa aponta que os documentos ajudam a mapear o fluxo de pagamentos ligados ao filme e a identificar os veículos financeiros utilizados para a movimentação dos valores.


