Uma dupla de estudantes de 17 anos desenvolveu o sistema Safe Skies, uma inteligência artificial capaz de detectar balões de São João. O projeto, que ganhou prêmio internacional, será testado em junho em uma área de floresta da Grande São Paulo para combater a prática proibida.
O dispositivo, batizado de Safe Skies, foi criado por Leonardo Paschoal e Lara Schusterschitz ao longo de mais de dois anos enquanto cursavam o ensino médio. O trabalho foi reconhecido com o primeiro lugar na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) e, posteriormente, alcançou o quarto lugar na International Science and Engineering Fair (Isef), realizada nos Estados Unidos.
A Universidade de São Paulo (USP) cedeu uma área no Parque Estadual do Jaraguá para que a dupla realizasse testes de observação durante a temporada junina. Paschoal explicou que a ideia surgiu após um relato de seu pai, piloto, sobre um objeto não detectado por radares próximo a uma aeronave.
O sistema utiliza um banco de dados de fotografias para treinar um modelo computacional que reconhece objetos aéreos. Coordenado pela IA, o dispositivo varre o céu em um raio de cerca de 2 km, confirma a detecção por processamento de imagens, estima a localização por triangulação e envia alertas automáticos.
O protótipo inicial teve um custo de cerca de R$ 2.000, mas os estudantes buscam reduzir esse valor para R$ 500 em uma versão repaginada. O código de programação é aberto, e o hardware é baseado na plataforma Arduino de eletrônica open-source.

