O ETF STOXX Europe Aerospace & Defense (EUAD) recuperou ganhos após um início de ano lento, subindo 8% no último mês e alcançando perto de US$ 43. A recuperação, que coloca o fundo em território positivo para 2026, depende da conversão de orçamentos de defesa em contratos assinados.
O desempenho do EUAD reflete a expectativa de que a Europa gaste conforme prometido em defesa. O teto de gastos é estabelecido pelo programa ReArm Europe da União Europeia, com US$ 800 bilhões, e pela flexibilização da trava de dívida alemã. O piso são os orçamentos nacionais de defesa. O indicador crucial para os próximos 12 meses é a porcentagem de membros da OTAN que atingem ou superam o limite de 2% do PIB em gastos com defesa, conforme relatórios da OTAN e SIPRI.
O fator específico do fundo está concentrado em três grandes participações: Airbus, BAE Systems e Rheinmetall. A relação livro-contrato (book-to-bill) dessas empresas é o sinal mais importante. Um índice acima de 1,2x indica que o ciclo de rearmamento continua em expansão. Um valor abaixo de 1,0x seria o primeiro sinal claro de que os orçamentos anunciados não estão se convertendo em pedidos.
Enquanto o EUAD acompanha o ciclo orçamentário europeu, o ETF americano iShares U.S. Aerospace & Defense (ITA) foca no orçamento do Pentágono. A análise aponta que, se os dados macro e os resultados de meio de ano das três empresas principais forem fortes, a tese do EUAD se estende até 2027. Caso contrário, a recente alta pode estagnar.


