O iShares International Select Dividend ETF (IDV) oferece rendimento de 6% a 7% aos investidores, mas a distribuição depende da manutenção de pagamentos por setores cíclicos, como óleo, bancos e tabaco. O fundo, que reúne cerca de cem ações de mercados desenvolvidos fora dos EUA e Canadá, tem apresentado retornos de preço sólidos, apesar da natureza variável de seus pagamentos.
O IDV rastreia o Dow Jones EPAC Select Dividend Index, que seleciona empresas de mercados desenvolvidos na Europa, Pacífico, Austrália e Ásia, excluindo o Japão. A metodologia do índice prioriza empresas com crescimento de dividendo por ação e índices de pagamento adequados, concentrando o fundo em setores estruturalmente de alto pagamento, como companhias petrolíferas europeias e bancos australianos.
A distribuição do fundo ocorre trimestralmente e possui uma taxa de despesa líquida de 0,50%. Os pagamentos são feitos em moedas diversas, como libra, euro e dólar australiano, sendo convertidos para dólares americanos. A imprensa aponta que a fraqueza do dólar nos últimos doze meses inflacionou o rendimento aparente, embora o valor patrimonial (NAV) do fundo demonstre maior saúde que fundos típicos de busca por rendimento.
Um estudo de estresse focado em grandes posições, como a British American Tobacco, mostra que, embora o dividendo esteja coberto, o fluxo de caixa operacional da empresa caiu significativamente. Isso ilustra que, apesar da cobertura contábil, o rendimento do IDV é sensível a fatores macroeconômicos e à performance setorial.

